FIFA 22

A Esportzy esteve à conversa com a atleta feminina de FIFA, representante do Tondela e atual Campeã Nacional.

Raquel "RaquelTY" Martinho é uma das 17 atletas femininas que estão a disputar a European Women League by Esportzy

A Esportzy esteve à conversa com a jogadora que representa a equipa do CD Tondela, atualmente Campeã Nacional, título entregue na época passada pela FPF eSports. Raquel Martinho está neste momento a disputar a Silver Division da European Women League by Esportzy, onde ocupa o 3º lugar. 

A atleta feminina esteve presente na ShEsportsCup, um torneio com o apoio da EA Sports, onde alcançou o 3º lugar. 

Quem é a Raquel fora do cenário de FIFA Competitivo?

Sou aluna de Doutoramento em Ciências Biomédicas e estou neste momento a terminar a minha tese. Sou também professora de aulas práticas de Fisiologia na minha faculdade. Sou alguém que gosta de futebol, com um amor sem limites pelo meu clube de coração, o FCPorto. Sou alguém que gosta de comer, dormir, viajar e ver o pôr do sol ao lado da pessoa que mais amo.

Como é que começou o interesse pelo FIFA?

Começou no FIFA 20. Quando surgiu o 1º torneio feminino organizado pelo BombNuker. Na altura era uma jogadora bastante mediana mas sentia potencial em mim. A partir daí conheci o coach da altura dos GrowUp eSports e fui a primeira jogadora de FIFA feminina da equipa.

Como vês o cenário competitivo feminino no Esports em geral?

Vejo como um cenário com bastante capacidade de crescimento se realmente for feita por parte das organizações um esforço em nos integrar a nós, mulheres, nos eSports, e mais propriamente no FIFA, um jogo dominado por homens. 

Achas que o cenário competitivo feminino no Esports tem futuro e o porquê de ainda não ter mais impacto?

Penso ter futuro. Quando olho para o cenário feminino em 2020, onde demos os primeiros passos, para os torneios e iniciativas tanto nacionais organizados por parte da Esportzy, FutLink e da FPF organizados agora deu-se um salto enorme. Principalmente por parte da nossa Federação de futebol que é a única no mundo a ter torneios exclusivamente femininos.
Internacionalmente vamos tendo cada vez mais iniciativas por parte da Esportzy e mesmo também por parte da EA que vai organizando a Shesports Cup. 

Achas que no futuro será possível fazer vida do Esports, sendo uma mulher?
Sim. Dos esports já consegues viver se pensares em termos de streamer. Como jogadora de FIFA penso que será possível, dependendo sempre da aposta por parte dos clubes aliado aos torneios que vão sendo organizados.

A nível competitivo, quais os maiores feitos que já tiveste?

Fui campeã nacional da W Challenge da FPF em 2021. Foi sem dúvida o maior feito e o que mais me deu orgulho.

Quais os objetivos para a presente temporada?

Vencer a Masters feminina da FPF com o CD Tondela e revalidar o título de campeã nacional.

Para finalizar, o que achas da iniciativa da Esportzy em apostar no cenário competitivo de FIFA, com a European Women League?

Só tenho a parabenizar e a agradecer a aposta em nós. É também um excelente torneio que permite ver a qualidade nacional bem como internacional. Em termos competitivos é um torneio distinto pois consigo jogar com diferentes jogadoras com gameplays bastante diferenciadas, o que é bastante enriquecedor. Espero que no futuro a Esportzy faça mais ligas ou torneios para o cenário feminino. Penso que dá visibilidade às jogadoras bem como à própria organização.

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